Símbolos Municipais

Os símbolos de Vila Pavão foram democraticamente escolhidos e estão elencados no Art. 7° da Lei Orgânica do município e são: a Bandeira, o Brasão (as armas) e o Hino

 

BANDEIRA OFICIAL DO MUNICÍPIO DE VILA PAVÃO - ES

A bandeira é um símbolo que identifica uma cidade, estado e/ou país. É estandarte, lábaro, pendão, Flâmula e pavilhão. É o símbolo daquele lugar num pedaço de pano. Geralmente fica exposta em frente a órgãos públicos como prefeituras, assembleias legislativas, câmaras municipais e sedes de governo, entre outros.

EXPLICAÇÃO DOS DETALHES DA BANDEIRA DE VILA PAVÃO

As cores azul e branca: fazem referência à bandeira da Pomerânia. Representam o grupo étnico pomerano, a maioria que colonizou Vila Pavão na década de 1940 e o Espírito Santo em 1869. O azul é do mar e do céu da Pomerânia. O branco representa a areia branca das praias do litoral do Mar Báltico. Essa areia é muito branca  é base do minério do qual era feito o giz usado nos quadros escolares.

As cores verde e vermelha: a Pomitafro representa as três principais etnias presentes no processo de formação do município: Pomerana, italiana e afro-brasileira. O verde faz referência aos imigrantes italianos; o vermelho ao povo afro-brasileiro; e o azul ao pomerano.

Rochas: também conhecidas popularmente como “pedras”, demonstram a nossa beleza paisagística e o minério como riqueza natural. Temos as pedras da “Rapadura”, “Trigêmeas”, “Dona Rita”, “do Cruzeiro” e da “Torre”, entre tantas outras.

Torre da Igrejona: a torre da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) de Vila Pavão é a torre luterana mais alta da América Latina. No Brasil ela só é menor que a torre de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. Ela faz parte de um complexo que inclui a igreja (capela) e outros quartos e salas da arquitetura germânica. Seu engenheiro foi também o último pastor alemão Frank Friedrich Hensel (1964-71) a atuar nessa comunidade. A “Igrejona” e sua torre foram o primeiro cartão postal do município. A igreja, sua torre e arquitetura com as pedras ao fundo proporcionam uma linda paisagem para os mineiros que vem curtir as praias capixabas durante o verão. Na bandeira, a torre também representa a espiritualidade de todos pavoenses.  

Faixa: com os dizeres “Vila Pavão-ES” identifica o nome do município e a sigla do estado. A faixa também nos transmite a ideia de vencedor. Como se fosse um filho do Espírito Santo que recebeu a faixa de campeão.

Pavão: representa o nome do município. Nome esse por conta de uma casa no centro da cidade no início da colonização que tinha o desenho de um pavão na varanda. Os imigrantes pomeranos e italianos tinham a tradição de desenhar na varanda ou outras partes das paredes o brasão da família, bem como paisagens e animais.

Mapa: representa os limites, o território do nosso município. Mostra a parte do território que pertencia a Nova Venécia. Emancipado pela Lei n° 4.517, publicado no Diário Oficial n° 17.949, de 16 de janeiro de 1991. A lei da emancipação (4.517) foi sancionada em praça pública (em frente a atual loja SM Material de Construção). A área territorial do município é de 432 km². Geograficamente é um dos menores municípios do estado.

Sol: Sol é luz. Sol ilumina. É aquecimento. É a fotossíntese. Na bandeira esse sol circula todo mapa, área territorial do município: torre, pedras, ilumina a caminhada de todos pavoenses no aquecimento do sol. Ilumina o nosso caminho. Dá vida às nossas plantas. Uma torre aponta para o alto sobre o nosso território, “brotando“ entre as pedras elevando-se ao céu.

LEI DE CRIAÇÃO DA BANDEIRA

A Lei Municipal n° 093/1995 trata-se da norma responsável pela criação da bandeira pavoense, tendo origem na Câmara de Vila Pavão e, posteriormente sancionada pelo Poder Executivo municipal em 19 de julho de 1995, do decorrer do terceiro ano da emancipação.

BIOGRAFIA DO AUTOR DA BANDEIRA

Ronaldo Furtado de Oliveira, autor da bandeira pavoense, nasceu no dia 06 de agosto de 1976, no Córrego da Sapucaia, Resplendor (MG). Filho de José Alves de Oliveira e da senhora Bernadete Furtado de Oliveira, mudou-se com a família para Vila Pavão no ano de 1986, quando tinha apenas dez anos de idade. Estudou na Escola Pluridoscente Córrego da Peneira e, posteriormente, no ainda Centro Integrado de Educação Rural (CIER) de Vila Pavão (atualmente Centro Estadual Integrado e Educação Rural/CEIER). Cursava o Ensino Médio não profissionalizante na EPSG Córrego Grande (atual Ana Portela) quando realizou o desenho da bandeira e o teve como escolhido para respresentar a bandeira municipal. Possui licenciatura em física pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) desde 2014 e é mestre em ensino de física pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Ronaldo tornou-se agricultor familiar e mora na zona rural de Praça Rica, interior do município de Vila Pavão.

     


 

BRASÃO DO MUNICÍPIO DE VILA PAVÃO

 

 

Brasão de Armas (ou simplestemente Brasão) é o emblema, o escudo, o distintivo, a insígnia, o timbre, a marca registrada de uma coletividade organizada. É um conjunto de peças, figuras e ornamentos, dispostos no campo de um escudo ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, ou soberano, família, corporação, município ou até mesmo um clube. Também se mostra como símbolo e pode representar manifestações culturais, paisagens naturais e figuras importantes na história de cada município ou povo. A forma como esse conjunto de elementos está exposta no brasão ainda pode transmitir uma mensagem de orgulho ou de luta.

EXPLICAÇÃO DOS DETALHES DO BRASÃO DE VILA PAVÃO

Pavão: essa figura lembra o desenho que os tropeiros descobriram numa casa que ficava no centro da cidade. Os pomeranos e italianos tinham por costume pintar desenhos em lugares estratégicos da casa. O Museu Franz Ramlow tinha na parte de fora, próximo ou no meio de dois telhados o brasão da família Ramlow. O pavão visto assim remete ao nosso passado e como está sobreposto ao brasão é como se mirasse e buscasse o nosso futuro. No geral, o pavão é um símbolo da alma, da paz, da beleza, da prosperidade, do amor e da compaixão.   

Ramos: temos um ramo de café, o esteio maior da economia local. Do outro lado temos num ramo ou no mesmo ramo representando a diversidade da nossa agricultura (arroz, mandioca, banana, cana, milho e coco). A agricultura familiar faz com que Vila Pavão seja um dos poucos municípios em que a maioria de sua população ainda mora na zona rural. A agricultura familiar é a grande razão existencial do município. A propriedade familiar se mostra como equilíbrio social, econômico, cultural e ecológico.

Mapa: o mapa que dá o formato ao brasão mostra os limites municipais, mas fora dele há muitos outros elementos que significam a nossa relação com outras instâncias. Ajuda também a mostrar nossas paisagens. Ajuda no equilíbrio do brasão (Pavão).

Sol: surge por trás das montanhas como se um novo dia começasse. Iluminando e aquecendo o nosso município. Luz é sinal de vida, ausência de escuridão/trevas. Sinal de transparência.

Faixa e data: faixa lembra vitória, conquista. Na faixa encontra-se o nome de Vila Pavão e 01 de julho de 1990, dia do plebiscito, dia da cidade. Esse dia geralmente é oficializado como o dia em que o Governador do Estado sanciona, assina a lei (no nosso caso 11/O1/1991; último ato da emancipação). Essa ação foi realizada em praça pública pelo então Governador Max de Freitas Mauro. Mas a primeira administração (Erno Júlio Dieter), com sugestão da secretaria de educação e cultura, reconhecendo o trabalho do "Grupo EmanciPavão" e a participação popular através do plebiscito (01/07/1990) resolveu homenagear o povo que nesse dia de chuva e muita lama veio votar “Sim”.

Pedras: as lindas pedras que enfeitam a nossa paisagem natural não poderiam ficar de fora. Um verdadeiro cartão postal pra quem chega de Minas Gerais junto com a “Igrejona”. Nos anos 1990 eram fonte econômica do município. Podemos citar as pedras Trigêmeas, Pedra da Rapadura, Pedra da Dona Rita, Pedra do Cruzeiro e a Pedra da Torre, entre outras que nos dão uma sensação de defesa, além da riqueza econômica e paisagística.  

Torre da Igrejona: é a maior torre de igreja do Espírito Santo e a maior entre as igrejas luteranas da América Latina. Ela representa a religiosidade de todos pavoenses. As torres na antiguidade, com seus sinos, chamavam os cidadãos à luta e, também através dos sinos, alertavam crianças, mulheres e idosos a se protegerem de ataques e guerras. A torre aponta para o céu (vida eterna). Sua arquitetura germânica nos representa.

Casal: Vila Pavão com sua diversidade cultural, enfatizada no “movimento cultural Pomitafro” tem nesse casal essa simbologia representando a colonização pomerana, italiana e afro-brasileira no município. “Cultura é a alma de um povo” (Pedrinho Guarniech). Unir as culturas é uma forma eficaz de valorizar a etnia e de combater o racismo. Vila Pavão é o munícipio com mais grupos culturais proporcionalmente.  

LEI DE CRIAÇÃO DO BRASÃO

O brasão de Vila Pavão foi criado através de um concurso no ano de 1994, onde participaram diversos moradores do município. Uma comissão constituída por representantes de variados cidadãos do novo município escolheu o desenho de Juarez Pereira Barbosa, morador da zona urbana da cidade.

A legalidade do brasão está na Lei Municipal nº 059/1994, do dia 09 de maio de 1994.

Na sequência é possível ver o esboço (croqui) original do Brasão, que segue armazenado no acervo da Câmara:

BIOGRAFIA DO AUTOR DO BRASÃO

Juarez Pereira Barbosa nasceu no dia 27 de março de 1969, em Vila Pavão, Espírito Santo. Filho do Sr. Mateus Pereira Barbosa e da Sra. Dorvina Pereira Barbosa, iniciou sua profissão de pintor aos sete anos de idade. Estudou na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio "Professora Ana Portela de Sá" e concluiu o curso não profissionalizante/NP. Atualmente possui um atelier na região central de Vila Pavão, onde também reside, perto da Rodoviária. É o principal e único pintor profissional de Vila Pavão. Juarez criou diversas artes/quadros com pinturas e com figuras abstratas que estão expostos em escolas e outros lugares públicos, além de ter várias de suas obras em casas de algumas personalidades de Vila Pavão e Nova Venécia. Um desenho que chama a atenção é o painel pintado por ele no Centro de Educação Infantil (CEI) de Vila Pavão. Ao longo dos anos, Juarez também tem produzido quadros de eventos e lembranças artesanais para grupos os culturais participantes do movimento Cultural Pomitafro.


 

HINO MUNICIPAL DE VILA PAVÃO

 

Pomeranos, Italianos, Africanos
Com coragem desbravaram este chão.
Com suas tropas vieram rumo ao norte
Para em fim chegar a Vila Pavão
Enfrentando na viagem chuva e sol
A essa terra querida chegaram
O verde do lugar se destacava
Aqui muitas matas avistavam

 

Céu azul brilhante e limpo
Nuvem sem poluição.
Muro natural de rochas
Nossa agricultura é forte
Nosso solo é muito bom.
Se abençoa Deus com chuva
Brota toda plantação,
Brota toda plantação.

 

Refrão
Hoje, Hoje você que habita este chão.
Tenha muito orgulho e o defenda
{com paixão!
Pois Deus não deixa de abençoar.
Vamos, pois, felizes cantar!
Pavoense sim, de coração!(bis)

De sol a sol fazendo a história
O povo luta, quer melhora
Mil novecentos e noventa plebiscito
Quem lutou, sabe disso
Resultado esperado da união
O “sim” ganha, muita emoção.
Assim inicia nova história,
Após a emancipação

 

Letra: Vilma Berger Schraiber
Música: Micaela
Bárbara Lhotzky
 Berger

 


LEI DE CRIAÇÃO DO HINO

A Lei Municipal n° 220/1998 é a normativa responsável pela origem do hino pavoense, tendo sido sancionada e promulgada pelo Poder Executivo em 19 de dezembro de 1998, após a devida aprovação em sessão na Câmara Municipal.

BIOGRAFIA DAS AUTORAS DO HINO MUNICIPAL

Autora da letra: Vilma Berger Schraiber nascida no dia 08 de novembro de 1968, em Vila Pavão, Espírito Santo, é filha de Daniel Berger e Elsa Peters Berger. Cursou o primeiro grau na E.P.G. “Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco” que hoje é a E.E.E.F.M. “Professora Ana Portela de Sá”. Como no Distrito na época só existia o Ensino de Primeiro Grau foi estudar o Segundo Grau Magistério na EPSG “Dom Daniel Comboni” em Nova Venécia, como muitas professoras de Vila Pavão, na época fizeram. Em 1986 formou-se professora habilitada a lecionar da 1ª a 4ª séries do Primeiro Grau. Em 1987 começou a lecionar na “E.P. Fazenda Trevizani” e também de 5ª a 8ª serie na “EPSG Córrego Grande”, atual Ana Portela. Casou-se com Ademir Schraiber aos 22 anos em 1990. Atualmente trabalha como funcionária pública municipal e Estadual. Está cursando o curso de Licenciatura Plena em Pedagogia – séries iniciais – 1ª a 4ª séries do ensino fundamental -EAD/UFES – pelo Cre@d de Nova Venécia.

Autora da melodia: Micaela Bárbara Lhotzky Berger nasceu no dia 12 de dezembro de 1947, na cidade de Ulm, Alemanha. É filha de Heinrich Lhotzky, um grande flautista, e de Elisabeth Charlotte Kipke Lhotzky, uma grande pianista. Estudou o primário e o ginásio na cidade de Lindau, Bondensee em 1953/64. Fez piano, violino e órgão na Escola de Música de Lindau. De 1964 a 1967 especializou-se na “Fachakademie Fuer Evangelische Kerchenmusik” (Escola especializada em Música Sacra) de Bayreuth, onde estudou órgão piano, violino, regência de coral, teoria musical, composição, etc. Trabalhou um ano na Catedral Aankt Lorenz em Nuremberg. Em 1969 veio para o Brasil e casou-se com o pastor Noerberto Berger. Nos primeiros 3 anos trabalharam na Comunidade de Córrego da Peneira, município de Vila Pavão, onde nasceu sua primeira filha, Ruth Stefanie que mora na Holanda e tem um filho, Friedemann que nasceu na Alemanha em 1975. Depois acompanhou os trabalhos de seu esposo nas comunidades de Itarana e Santa Maria de Jetibá e atualmente mora em Vila Velha. Em 1980 entrou na Orquestra Clássica da Fundação Cultural. Atualmente essa orquestra se chama Orquestra Filarmônica do Espírito Santo da Secretaria de Estado da Cultura e Esportes /SECES. Leciona violino e órgão na Escola de Música do Espírito Santo e na Igreja Evangélica de Confissão Luteranano Brasil/IECLB é professora de teclado, flauta, teoria musical e regência. Também elabora material para corais e grupos de metais e ainda é regente do Coral da Comunidade Bom Pastor de Vila Velha.

 

TEXTO E INFORMAÇÕES:

Jorge Kuster Jacob, ex-diretor e ex-professor de história e sociologia do antigo CIER (atual CEIER); ex-secretário municipal de educação e de cultura de Vila Pavão; ex-professor da UNIVEN (atual Multivix - Campus Nova Venécia); autor de livros e filmes; membro da Comissão Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais do Governo Lula (2004-2012); e ex-integrante do Grupo "EmanciPavão" (1987-1992)

Gil Leandro Vieira Berger Lauvers Paz, Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Vila Pavão (2025-2028)

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